COGITO ERGO PASSUS (PENSO, LOGO SOFRO)

Certa vez, um conhecido meu deu a entender que não se deve falar de tão nobre assunto (filosofia) com palavras comuns. Eu acho que pelo contrário, devemos popularizar o conhecimento. Mas por curiosidade, resolvi “pensar difícil”. Lá vai: (É para você, amigo pedante)
De acordo com a elucubração de Descartes que nos legou a pérola referente ao vínculo do pensamento com a questão do porvir, só nos resta aproveitar de nosso metabolismo e assim, aliados de nossa vasta rede neural, dissecarmos todos os matizes do não menos vasto espectro dos prazeres da matéria e suas ligações físico-eletro-químicas (lindíssimas e saborosas!)
Nada que deva ir intencionalmente de confronto com as luminescências do eminente Sidartha Gautama, que fechou o cerco em cima das volições e anulando todo o querer humano, imaginava uma redenção nirvânica, remindo assim o espírito em detrimento da danação corpórea.
Não atino, logo por isso mesmo discordo, como concluindo nada querer, iria desse revés “querer” de qualquer jeito as inanições, dores e outras carências que mortificariam nosso arcabouço biológico, que em última instância, ou sou eu ou o meu repositório.
Se o Buda estivesse certo, um tiro na cabeça ou uma boa dose de cicuta seria um ótimo atalho para adentrarmos no etéreo nirvana. Seria o corolário do “não desejo” (o de viver). Nenhuma outra atitude de nenhum budista conseguiria superar tal feito!

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