CARPE, CARPE DIEM

Por que a vida não pode ser maravilhosa somente por existirmos? Somente por respirarmos regozijantes o ar gratuito que nos envolve?
Por que precisamos estar creditando a deuses e entidades tudo o que acontece? Pra que ficar nesse dramalhão todo? Que defeito é esse do ser humano?
Acham pouco a grandiosidade do cosmo? Ou o contentamento que experimentamos sempre que contemplamos um céu estrelado ou um nascer do sol?
Pra quê complicar? RELAXEMOS, POIS, e curtamos essa fresta de existência que gostamos de achar que é nossa.
Não contemos com paraísos futuros, e como lei, basta apenas fazer ao próximo o que faríamos a nós mesmos. Parece óbvio e piegas, mas é a pura verdade.
A VIDA É BELA, CACETE! E isso deveria bastar para que vivamos extasiados e a contabilizar um valor cada vez maior a cada segundo que vivemos, pois sabemos que faltam sempre bem menos do que gostaríamos. Em suma: devemos adquirir a noção de que ficamos mais valiosos quanto mais perto do fim estamos.
…todo o resto é ignorância ou frescura.

“…Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas” (Sociedade dos poetas mortos)

O CAIXÃO E O ÔNIBUS: (Pensar é inevitável…)

Em maio de 2011, tirei uma foto muito estranha, e logo vi que seria notícia. Mandei pro Globo (G1).
Em meia hora me ligaram para mais detalhes. Eles publicaram logo em seguida, mas mudaram parte do texto e excluíram o final filosófico. (Clique, leia como ficou e também leia os divertidos comentários dos leitores)
Apesar de tragicômica, a foto me inspirou filosoficamente. Me veio um pensamento engraçado mas real. Mas afinal a vida também não é tragicômica?
O texto original era esse:
“Jardim Gramacho, uma tarde chuvosa de sexta-feira. Nenhum cemitério por perto, nenhum necrotério no bairro… e mesmo assim, encontramos perdido no chão o impensável: UM CAIXÃO! Ali, largado na esquina… (QUEM É QUE JOGA FORA UM CAIXÃO???)
Uns populares que passavam arregalavam os olhos, outros se benziam, outros simplesmente não acreditavam! MISTÉRIO TOTAL…
Depois de algumas horas, o caixão SUMIU! (QUEM É QUE PEGA UM CAIXÃO JOGADO NA RUA?)
Para finalizar, um ônibus pára ao lado, para deixar passageiros. Intuindo a oportunidade, eu saco a câmera e registro o flagrante, e a foto é reveladoramente quase mística.
Só nos resta a reflexão final, O corolário definitivo, talvez enviado do além como sabedoria absoluta: Uma parábola para a nossa vida, uma piada para a nossa existência:
“NO FINAL DE TODA VIAGEM, O DESTINO É SEMPRE O MESMO”