CIÊNCIA x RELIGIÃO

No espetacular filme “Contato”, de Robert Zemeckis, baseado no estupendo livro de Carl Sagan (Aliás eu vivo recomendando os dois para todo mundo), o personagem do padre diante da protagonista, uma cientista obviamente sem crença em Deus, em determinado momento de um diálogo pede para que ela PROVE que ama o pai.
Aparentemente ela ficou sem resposta, e assim o filme meio que “demonstra” que talvez não seja tão importante assim ter provas para algo tão importante como Deus ou o amor…

…mas temos uma trapaça aqui.

Nós humanos costumamos criar e conviver com algumas idéias abstratas, mas se olharmos sob a luz da razão, a maioria delas não existem.

A personagem, cética que é, deveria responder que “ama” sim o pai, mas que esse rótulo é um apenas um enfeixamento, um aglomerado de confusas emoções, que nos arrebata, nos domina, mas apenas refletem toda a biologia a que nós, animais estamos sujeitos.
Na verdade “amor” não existe, assim como “vontade de espirrar” ou “de rir”… mas acostumamos a dizer “eu amo” como uma espécie de resumo de tudo o que estamos sentindo em algumas situações, sem questionamento e por puro senso comum, afinal todos crescemos ouvindo essas coisas. Por exemplo, dizemos que estamos “morrendo” de vontade de alguma coisa, mas ninguém acredita que realmente tem alguém morrendo… e por aí vai… ESSA SERIA MAIS OU MENOS A RESPOSTA DE UM CIENTISTA REAL.
Do modo que ficou, o roteiro do filme tenta comparar a “fé em Deus” como uma verdade, tal como “sentir amor”, pois os crédulos “sentem a fé” mas  não têm como provar. Ora bolas, assim se eu quiser por exemplo que o saci-pererê exista, basta então que eu acredite nele? Muito fraquinho o argumento, e para mim, é o pior momento do filme. Se bem que podemos imaginar também que a personagem cientista seja focada somente em ASTRONOMIA e não tenha interesse algum em BIOLOGIA, não é? Seria meio que tapada, então…

Mas entendo que uma das intenções seria passar a idéia de que ciência e religião devem conviver/tolerar uma a outra, etc.

Mas enfim, o filme é para mim um dos melhores já feitos. Sempre me emociona e sou fã de carteirinha. Também  já li e reli o livro do velho e bom Carl Sagan, que sei que jamais escreveria essa parte do roteiro.

A RELIGIÃO É UM EQUÍVOCO DATADO

É uma forma de dominação! Por séculos, se usam várias escrituras ditas sagradas (bíblia, alcorão…) para “catequizar” nossos jovens.
É uma maneira doentia de manterem o controle sobre nossos impulsivos herdeiros.
O jovem não tem saída, e tem que seguir o que é ensinado, para no futuro ser mais um adulto igual à maioria.
“Todos nascemos originais e morremos cópias”, dizia o adágio…
Talvez seja esse o maior papel das religiões, que é conter, domar, lapidar o ser tosco que é o ser humano quando é ainda jovem e ignorante…
E o pior é que funciona! A maioria da população inocentemente fica enredada ainda jovem nas respectivas mitologias de cada cultura.
É bem da cultura dos povos, crescerem já com religião definida, nivelando por igual os comportamentos de sua sociedade.
Tudo isso é um erro desnecessário, um equívoco, e é realmente uma pena, pois para uma formação ideal, bastaria uma boa educação.
Uma boa educação pouparia as pessoas de infinitas neuroses, pavores e sofrimento, MUITO sofrimento.
Não existiriam culpas, pecados, punições ou castigos infernais, afinal NÃO TEM NADA A VER conviver com essas coisas!
Para algum consolo, parece que a tendência a longo prazo é o fim das religiões, já que inevitavelmente o homem aprende cada vez mais, ficando + esperto.
A própria tecnologia já iniciou esse processo, com a popularização das informações. Agora é uma questão de tempo: 2 ou 3 gerações, talvez…
Quando essas novas gerações alcançarem um mínimo de “massa crítica” cerebral, haverá um “click”, um corte com essa “tradição” absurda.
A pessoa de fé virá a ser minoria, pois tal modo de ser não caberá numa sociedade mais lúcida, mais inteligente, mais culta.
As superstições do passado serão lembradas como por exemplo, a escravidão, sinal óbvio de um homem mais primitivo, de mente mais simplória, e hoje é unanimidade que não pode existir.
Somente atingindo esse patamar evolutivo, o homo sapiens realmente fará jus ao nome da espécie.

NENHUM MÉRITO x ALGUMA CULPA

Eu não escolhi ser um cético. Eu não pude “fazer nada”, se através de busca por informações e verdades, desenvolvi algum raciocínio lógico e terminei aos poucos mudando meu estado de crédulo para cético. Mas não considero isso grandes coisas, nem coisa de mérito, por ser algo intuitivo e relativamente fácil de se fazer sem grandes esforços mentais. Também não considero que os que têm fé desde jovens E AINDA CONTINUAM depois de velhos, tenham grandes méritos por assim serem. Se eles não conseguem concluir o pensamento cético OU NÃO O QUEREM, só posso atribuir, isto sim, alguma CULPA por desprezarem um assunto de tamanha importância, fechando os olhos a tantas evidências (ou falta de… dependendo do ângulo em que se aborda o assunto) Resumindo: Os céticos não têm méritos nem culpa por serem assim, já os crédulos também não têm méritos, mas sim CULPA por ficarem no mesmo marasmo de sempre… recusando-se a pensar!

Corolário:

Alguém em estado cético está em melhor posição em relação a alguém em estado crédulo.

EU VEJO UM NOVO COMEÇO DE ERA…

É muito fácil para quem se informa, ver um futuro de pessoas sãs de corpo e de mente, talvez daqui a uns 200 anos ou mais, quando viveremos vários SÉCULOS graças a CIÊNCIA, quando trabalharemos por puro hobbie e teremos tempo para dedicação total tanto a estudos quanto ao lazer, tornando o homem dessa era bem mais virtuoso do que os de hoje em dia.

As tecnologias que estão vindo por aí nos darão um verdadeiro PARAÍSO EM VIDA, como já nos dá um pouco hoje, onde temos mais tempo de vida e mais conforto que todos os reis da antiguidade.

Se trouxéssemos Alexandre, Cleópatra, Nero ou Napoleão para morar num SUBÚRBIO de qualquer cidade grande, eles se fascinariam tanto com a atual tecnologia que não iriam querer voltar mais ao seu tempo de origem, com certeza. Podemos afirmar categoricamente que o futuro é sempre melhor que o passado.

Estamos em plena transição, em pleno acúmulo de conhecimentos, as criações da humanidade não param, E TEREMOS MUITO MAIS! Se hoje somos a utopia do passado, o que diremos de um futuro onde nosso crescimento é imprevisível de tão cumulativo, de tão exponencial?
VAI SER INEVITÁVEL esse florescimento, se não colocarem mais água na fervura, como fazem alguns grupos que TOLHEM o pensamento criativo, amarrando promissoras mentes em dogmas milenares de um livro só.
Se dependêssemos das religiões que tantos livros desprezam, ainda estaríamos na IDADE DO BRONZE, com medo das sombras, morrendo de 1000 doenças e nos queimando uns aos outros em fúria e intolerância.

Mas prevejo que as próprias tecnologias da informação vão ajudar a reduzir essa “consciência de rebanho” das pessoas, que por exposição a tanto conhecimento, estão aos poucos se transformando em gerações menos tolas, conduzindo a humanidade assim a um futuro (como sempre) bem melhor.

ABAIXO AS RELIGIÕES, ABAIXO O OBSCURANTISMO, VIVA O LIVRO, VIVA A CIÊNCIA, VIVA A LUZ!

…ERGO ELISIUM NON SEQUITUR AD INFERNUM

Não pode existir paraíso para pessoas decentes.

Sim, porque uma pessoa decente acharia UM INFERNO ficar no paraíso por toda eternidade SABENDO que muitas outras pessoas por não estarem salvas, SOFREM ETERNAMENTE nas chamas infernais.

Se alguém acha que ficará feliz no céu enquanto muitos parentes, conhecidos, etc… estão em perpétua danação,devemos duvidar do caráter dessa pessoa.

O estranho é que se acharem que por isso ficarão eternamente tristes no paraíso, QUE PARAÍSO É ESSE?

LOGO, NÃO TEM COMO EXISTIR O PARAÍSO E O INFERNO AO MESMO TEMPO.

Pronto! Creio ter demonstrado um argumento INFALÍVEL quanto ao principal aspecto de várias mitologias ditas religiões.

AGUARDO ARGUMENTOS CONTRA. (O silêncio indica para mim CAUSA GANHA! HE HE HE)

EU TENHO ANDADO A PENSAR…

OBJETIVO: ACABAR/REDUZIR COM A RELIGIÃO, APENAS PELA EDUCAÇÃO DO POVO
Eu realmente queria fazer algo quanto a divulgação do mal que as superstições fazem aos povos.
Acho que vou criar um grupo, ou procurar um que seja militante E PACIFISTA ao mesmo tempo. O cunho seria educacional.
Faríamos palestras, além de veicular propagandas em sites, rádio, tv, cinema e outdoors sobre o assunto.
A idéia é acelerar o processo em prol da melhoria humana, arejando o máximo possível de mentes.
Tem muita gente que vai passar a pensar melhor (e viver melhor) se souber que existe outro caminho, que é o da erudição.

RELIGIÃO É OPOSTO DE CIÊNCIA

Sei que estou na raia dos céticos, mas gosto mais do rótulo LÚCIDO, já que sou “adepto” do agnosticismo e da epistemologia. Viajo na filosofia e mergulho na ciência.

Naturalmente não acredito em verdades absolutas como os religiosos acreditam.
Só sei que NÃO FUJO DE QUESTÕES IMPORTANTES.
É muito conveniente a qualquer momento de uma questão a pessoa se declarar ofendida e se fechar ao debate.
Mas o mais estranho é que a “ofensa” parece ser apenas tocar no assunto.
É como se nesse “território sagrado” não se pudesse ousar questionar nada.

Já pensou se eu RESOLVO acreditar em saci-pererê e nem querer ouvir os argumentos de que ele não existe? E ainda ficar com raivinha de quem tenta me avisar ?
INTERNAÇÃO NOW!

Imaginem se a ciência fosse assim? Não seria ciência!
Na verdade É BEM O CONTRÁRIO: A ciência CLAMA por questionamento.
É o confronto de argumentos evidências e idéias que a lapida, tornando-a cada vez mais brilhante.
AFINAL, QUEM ESTÁ CERTO NÃO TEM MEDO DA VERDADE! Já declarei numa comunidade do orkut que como James Randy, eu daria meu salário (não um milhão!) a quem me demonstrasse QUALQUER COISA “do além”.
Até hoje ninguém respondeu, he he he. Historinhas não valem… algo teria que flutuar ou eu teria que ser possuído, algo deveria se materializar, sei la…
só sei que essas coisas NÃO ACONTECEM!A ciência teria detectado.
Isso é ter um comportamento coerente.

E é muito bom viver assim, feliz e desassustado com o mundo (a não ser que um fanático me agrida). De bem com a vida e vendo que a cada nova conquista da ciência humana, mais peças vão se encaixando e tudo fazendo mais sentido.

A física, a mecânica quântica, a astrofísica, a biologia etc, vão formando um mosaico que vai se concatenando lindamente.

O que posso fazer? Posso até estar sofrendo um surto psicótico, mas diante do jogo das argumentações (que eu uso e que todos evitam usar) me parece mais é que A MAIORIA da população é que surtou. Até a História demonstra isso.

Já o comportamento religioso típico É DESTRUIR, ESCONDER, DISSIMULAR, CAMUFLAR, QUEIMAR, AMEAÇAR tudo o que ameaça iluminar suas trevas (sim, pois insistem em não trazer seus argumentos à luz)
Daí os ataques à ciência e à filosofia, por exemplo.
Quando tem chance, HAJA INQUISIÇÃO! “Giordanos Brunos” e “Joanas D’arcs” que o digam! Por isso que religião não pode chegar ao poder!
Mas aí já é outro assunto.

O fato é que para que a ciência exista e cresca, NECESSARIAMENTE mais trevas serão extintas.
É pura Balela sua coexistência com a fé. O que é a fé senão ACHAR POR ACHAR? Uma espécie de birra infantil desenvolvida.
Pessoas vacilantes que não amadureceram seu senso crítico, e ainda querem moldar os outros baseados em suas neuroses.
Recomendo sinceramente tratamento. Sim! Terapia deve resolver… já que o aprendizado dessas pessoas está comprometido pela cegueira.
São adultos apenas por fora.

Por isso afirmo que ciência e religião se excluem uma à outra. Sua união, conforme falam alguns, não passa de mito bobo, que NUNCA vai acontecer.

HOMO MACULATUS

Para mim, uma das maiores evidências de que os seres vivos não foram criados por algo divino (Deus, etc) é a sua própria natureza “suja”, material e mecânica. É como se fôssemos engendrados, arremedados meio que “às pressas”. Não parecemos nada perfeitos ou divinos já que fomos fabricados hidraulicamente, movidos com pistões e tendões e lubrificados com mil gosmas hormonais, e eletrificados por espasmos bio-elétricos.
Se fôssemos como dizem os criacionistas, criados à imagem de Deus, seríamos verdadeiras obras de arte, talvez ocos como a boneca Barbie, mas magicamente móveis, sem o “mecanicismo” grosseiro que nos move. Ou talvez fôssemos preenchidos com matéria sólida, mas divina, que inquestionavelmente nos deixaria sem explicações “materiais”. Ou então talvez, seres de luzes e energia, por que não? Assim todos adorariam o criador sem dúvida.
Mas não: Temos no organismo estruturas “robóticas” que até expressam um tipo de micro engenharia, mas bastante rasteira perante os poderes cósmicos. Temos dor de barriga, vermes, piolhos, câimbras, mau-hálito, etc. Estamos presos numa cadeia natural junto com outros animais, e o universo sempre parece ter existido sem os homens por 99,999% de seu tempo e pelo jeito deve continuar para sempre depois do homem ter perecido.
Estamos presos entre duas eternidades: o passado e o futuro.
É, meu amigo! Não tem com concluir outra coisa! Se houve criação foi no início de tudo, se é que houve um início. Nós, homem, terra, sol, galáxia, e tudo que enxergamos, somos uma parte muito sólida, muito suja até. Não! Não podemos ser divinos. Não viemos do pó, e sim da lama.
O que nos confunde é termos dentro de nós processos de pensamentos. Mas acho que nossa mente é provavelmente uma exceção, uma anomalia no universo que deu certo, ou seja, nos faz pensar! Einstein estava certo em achar que isso é que realmente é o incompreensível.
O que desnorteia é que somos antropocêntricos, mas eu peço bom senso. Pensem que o universo é virtualmente infinito, e em quatrilhões de outros mundos, a mente não vingou. Deve ser muito raro essa “arrumação” dar certo. E só deu certo porque “o mundo é grande”. Muitas sementes apodreceram para que uma (a nossa) vingasse. O problema é a intencionalidade.
Sejamos mais sensatos e mais humildes, e contemplemos a nossa misteriosa existência aqui do nosso canto a regozijar como um ermitão a descansar afortunado na caverna, entrevendo as estrelas e bem aconchegado, ouvindo o barulho das ondas e dos ventos.
Precisamos aprender a nos deleitar com essa dádiva.

O MIRACULOSO E O INSONDÁVEL

Eu queria que a raça inteira acordasse.
Que os poetas estivessem certos.
E todos acreditassem no milagre da existência.
É quase místico sentir que existimos.
O universo é composto por um milagre.
O único, definitivo e verdadeiro milagre:
ELE EXISTE!
Se não, pelo menos nós existimos.
No mínimo nossa consciência existe…
E dentro dela, a imagem do Cosmo.
De qualquer modo, é miraculoso…
Por que não existe o nada?
O que fez o todo?
O que fez o que fez o todo?
O que fez o que fez o que fez? (…)
Não me venham com “simplismos”!
Dizer que alguém fez é infantil ou insano!
Seja o que for está acima de tudo!
Dizer ser alguém é minimizá-lo!
Talvez seja uma coisa.
Sim, mas uma coisa cósmica, titânica!
Divina talvez, mas evitemos o rótulo “Deus”.
É um nome que nós contaminamos.
Grupos e seitas se apoderaram do Nome
Muitos atributos, e muitas palavras o deram.
Verdadeira torre de babel celestial.
O ser humano não roga e sim rege a Deus.
Homens minúsculos e arrogantes!
Ponham-se em seus lugares!
Parem de inventar deuses.
Ainda mais deuses humanos e falhos…
Contemplem a natureza, sintam a vida.
Admirem os céus, estudem as estrelas.
Pressintam o abismo do grande mistério.
Aqui está a beleza de tudo!
Sofram com a angústia de morrer sem saber.
Como se fosse a tragédia grega.
O tédio e o contentamento nos matariam
Se vislumbrássemos algo.
Quem disse que podemos saber?
Que direito temos nós, meros vermes?
Sim! Vermes vestidos e com o ego inflado.
Situem-se e sejam mais humildes.
Lembrem-se que o universo não precisa de nós.
Ele existia antes e pode continuar sem o homem.
Ele dispensa nossas vontades e mitologias.
Tudo que é nosso sucumbe diante dele.
Perplexizem-se perante o sagrado todo.
Escancarem as bocas diante dos insondáveis mistérios.
Apreciem o gigantesco e assustador abismo. Olhem bem!
Nenhum céu, nenhum chão: é infinito para qualquer lado.
Assim como nossa ignorância!